domingo, 17 de julho de 2011

Ainda em recuperação, Robert Kubica planeja voltar à Fórmula 1 em 2012


Longe das pistas desde o grave acidente que sofreu em um rali na Itália (veja no vídeo ao lado), em fevereiro, Robert Kubica está determinado a voltar a correr na próxima temporada. Daniel Morelli, empresário do piloto, afirmou em junho que o polonês teria chances de retornar no GP do Brasil, prova que encerra a temporada 2011, em Interlagos. No entanto, Kubica, que ainda se recupera, diz não ter data marcada para voltar à Fórmula 1. Ele garante, contudo, que estará no grid de 2012. Além disso, diz não ter dúvidas sobre qual equipe ele fará parte no ano que vem
Otimista, o piloto da Lotus acredita que o acidente não afetou seu desempenho, pois, para ele, é como se o problema não tivesse acontecido.- Sim, estarei no grid no próximo ano. Eu sou um piloto da Renault-Lotus. Claro que eu estou sentindo falta de não ser capaz de correr nesta temporada, mas eu sinto que meu trabalho no time ainda não terminou. Ainda é muito cedo para ter uma visão clara para o momento do meu retorno, mas o importante é não ter pressa, e sim o resultado final - declarou Kubica.
Sobre as chances de brigar pelo título da próximatemporada, Kubica deixa mais dúvidas.- Não tenho qualquer memória do acidente, só estou ciente das consequências. Fisicamente, ainda estou um pouco fraco, mas mentalmente, não há problemas. Meu estado geral é muito bom. Meu peso já voltou ao nível normal e, nas últimas semanas, tenho sido capaz de andar sem ajuda. Estou satisfeito com a forma de como vão as coisas - completou, de acordo com informações da revista inglesa "Autosport".

- Quanto a isso, nós teremos que esperar até o primeiro teste em 2012.
O chefão da Renault-Lotus, Eric Boullier, disse essa semana que Kubica voltará ao cockpit do R31, o carro da escuderia, assim que estiver pronto - nesta temporada ou na próxima. Com isso, Nick Heidfeld, substituto do polonês em 2011, teria de deixar a posição de titular na equipe, ao lado de Vitaly Petrov.
- A situação é muito clara. Temos um acordo com Robert, e Nick está ciente de que, se Robert estiver recuperado e puder voltar, ele vai voltar. Fim da história. Robert está melhorando muito rápido - disse Boullier.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Conselho Mundial deve votar mudança nos pontos da Fórmula 1

O site da revista "Autosport" revelou que o Conselho Mundial deve, sim, votar nesta terça-feira a proposta feita pela Fota (Associação de Equipes da F-1) para mudar o sistema de pontuação da categoria.

Na semana passada, Richard Woods, porta-voz da FIA, afirmou que o projeto ainda não havia sido enviado para a entidade.

A intenção de mudança foi anunciada pela Fota no começo do mês, quando os membros se reuniram em Genebra para discutir esse e outros pontos que deveriam ser votados pelo Conselho.

O objetivo do projeto é aumentar a diferença de pontos entre os oito primeiros colocados. Pelo novo sistema, o primeiro receberia 12 pontos, o segundo, nove, o terceiro, sete e do quarto ao quinto seguiria a ordem de 5-4-3-2-1.

Deste modo, a diferença entre o primeiro e o segundo seria de três pontos _não de dois, como o atual sistema_ e entre o terceiro e o quarto, de dois _atualmente apenas um ponto os separa.

Outras propostas da Fota também devem ser votadas na quarta. Dentre elas, a de maior destaque _e que, como os pontos, também seria implementada já neste temporada_ é o corte radical de custos, que inclui restrição no uso do túnel de vento e do CFD (Estudo Aerodinâmico em Computador) e limitação de giros do motor para 18 mil rotações por minuto.

Dani Pedrosa ainda é dúvida para a abertura do Mundial de Moto GP

Daniel Pedrosa se recupera bem da cirurgia que sofreu em decorrência de uma queda sofrida nos testes coletivos do Qatar. O piloto da Honda teve problemas no joelho e no pulso. Ainda não há confirmação, mas ele deve correr na abertura do Mundial - no 12 de abril.

"Sinto-me bem", falou o espanhol. "Estou progredindo em ritmo normal e encarando as coisas com muita paciência. Estou, ainda, a duas semanas de começar a dobrar meu joelho", disse.

"Gostaria de estar em forma para treinar mais, mas tenho de encontrar outro jeito para preparar-me. O objetivo é o mesmo: tentar estar na primeira corrida", falou.

A MotoGP fará testes coletivos em Jerez de la Frontera, na Espanha, no final deste mês de março. Já está certo de que Pedrosa não trabalhará no desenvolvimento da Honda. A prova de abertura da temporada 2009 será no dia 12 de abril - no Qatar.

Gil de Ferran pensa seriamente em retornar para a F-Indy

Gil de Ferran, atualmente dono da escuderia De Ferran Motorsports na American Le Mans Series (ALMS), pretende no futuro expandir suas operações para a Fórmula Indy. O piloto/empresário confirmou isso para a revista especializada Autosport.

"Estamos analisando", disse Gil. "Faria todo sentido, porque tendo dois programas nós teríamos uma economia em escala. E isso nos faria crescer como equipe em vários aspectos", falou.

"Pensamos seriamente nisso. Mas só faremos se realmente fizer sentido para nós e conseguirmos uma equipe forte", continuou.

Vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 2003, Gil de Ferran não descarta competir nessa prova especificamente mais uma vez. Porém não gostaria de voltar a correr em monopostos. "Não busco ser novamente um piloto da Indy", garantiu.

Na próxima semana, a Gil de Ferran estreia em sua segunda temporada nas ALMS com a disputa das 12 Horas de Sebring. Gil correrá com um modelo Acura, na classe LMP1, ao lado do francês Simon Pagenaud e do neozelandês Scott Dixon.

Formula Truck Ford testa 'garotos' no circuito de Guaporé

A equipe da DF Motorsport, na última segunda-feira, dia 9, testou os pilotos Yuri Alves e Cláudio Roda que aceleraram os caminhões Ford no circuito gaúcho de Guaporé -- local da primeira corrida da temporada 2009 da Fórmula Truck no domingo (8).

Foram testes para o aperfeiçoamento do equipamento e também de adaptação dos novatos a categoria. "Os meninos andaram bastante, o teste foi muito proveitoso para eles, viraram tempos muito próximos um do outro", declara o chefão Djalma Fogaça.


"Mas, por enquanto, nem estamos dando ênfase aos tempos e sim deles terem um contato com o truck, descobrirem suas reações e limitações", disse Fogaça. "O Adalberto Jardim também testou no meu caminhão e ficou bastante satisfeito com o que temos em mãos atualmente".

"Mas o que me deixa realmente feliz é ver estes dois jovens, tanto o Cláudio como o Yuri se dedicando e mostrando todo o seu potencial, tenho muita esperança neles", encerra Fogaça. A próxima etapa da temporada acontece no dia 26 de abril no autódromo de Eusébio, na Grande Fortaleza, no Ceará.

Novo presidente da CBA dará incentivo à formação de novos pilotos no Brasil

Aos 51 anos, Cleyton Pinteiro assume cargo com o desafio de fomentar categorias de base de monopostos e o kart regional

Um novo futuro para o automobilismo brasileiro. Esta é a promessa de Cleyton Pinteiro, de 51 anos, novo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que tomou posse nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O dirigente prometeu especial atenção para as categorias de base do esporte, principalmente ao kart e categorias de monopostos.

O dirigente recebeu o GLOBOESPORTE.COM para um papo na sede da CBA, localizada no bairro da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com uma diretoria formada por pessoas ligadas ao automobilismo, como Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Felipe Giaffone e Binho Carcasci, Pinteiro quer preencher a lacuna entre o kart e a Fórmula 3 no desenvolvimento de pilotos no Brasil. Confira abaixo os melhores momentos da entrevista com o novo presidente da CBA.

História no automobilismo:

"Milito no automobilismo há aproximadamente 35 anos. Iniciei empurrando o kart do meu irmão. Achei aquilo bonito e passei a ser piloto. Sempre pensava no pessoal que montava a estrutura para correr e, no dia em que parasse, iria para o outro lado do muro. Fui piloto, dirigente de clube, presidente de federação, diretor da CBA, vice-presidente da CBA. O automobilismo está no meu sangue, adoro isso e queria dar a minha contribuição nesses quatro anos na presidência da confederação."

Incentivo ao kart:

"O kart é a grande escola. Ele cresceu em nível nacional, mas desapareceu no regional. Quero fazer um trabalho junto às federações para revitalizá-lo, tornando-o mais barato. Hoje ele é caríssimo. Já entrei em contato com os fabricantes para que toda benesse fosse feita para o piloto. O kart brasileiro maior é em São Paulo, todo piloto sonhava em correr lá, e hoje o kartismo regional no estado está acabado. Essas palavras não são minhas, são do presidente da Federação Paulista, que me pediu ajuda. Tenho uma meta que é salvar o kart, e depois as demais categorias de base."

Categorias de base nos monopostos:

"Hoje o piloto sai do kart e se não for para o turismo, acabou. Se ele for rico, vai para a Inglaterra, senão, é fim de carreira. Estamos pensando no pós-kart. Estamos com um projeto muito bom, que é o campeonato entre universidades. A CBA tem 20 carros parados e vamos fazer um contrato com as entidades, com os cursos de mecânica. Daremos um regulamento técnico, os engenheiros mecânicos vão preparar os carros e cada universidade vai adotar um piloto, com no máximo 16 anos e oriundo do kart. Já é um princípio. Uma grande montadora deverá lançar um campeonato de monopostos. Não posso revelar ainda porque é um problema interno, mas o automobilismo brasileiro vai ser premiado com um campeonato em breve."

Papel da CBA na organização dos campeonatos:

"A CBA não é promotora, e sim supervisora da parte técnica-desportiva do automobilismo nacional. Mas faremos o que for necessário, ir a alguma montadora. O monoposto tem de ser ressucitado e a CBA tem a obrigação de brigar por isso. Ela vai procurar quem promove o evento para incentivar, diminuindo taxas. Alguma coisa precisa ser feita. Temos hoje bons pilotos na Fórmula 1, mas não sei se eles têm substitutos."

Mais estados filiados:

"Gostaria muito que ao final do meu mandato todos os estados brasileiros estivessem representados na CBA. Adianto que as federações do Espírito Santo e Sergipe estão pedindo filiação, a de Alagoas também. Acredito que todas elas estarão representadas de forma efetiva, fazendo o automobilismo dentro da realidade local. Não vou querer que um estado pobre faça o mesmo de São Paulo, mas faça um esporte local forte, com novos talentos."

Autódromos no Brasil:

"Na semana que vem estarei em Campo Grande e tenho a promessa de que o circuito será recapeado. No Nordeste, há um compromisso para que a pista de Caruaru fique em condições. Mas para que isso aconteça eu preciso oferecer alguma coisa. Quero que os campeonatos brasileiros sejam realmente brasileiros e não apenas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Não posso exigir que o cara faça um autódromo e não leve corrida para lá. Falarei com o governo de Goiás porque eles têm um belo autódromo lá e ele está abandonado. A CBA vai procurar quem é o dono para rever isso."

Volta do Brasileiro de Marcas:

"Uma outra novidade é o Campeonato Brasileiro de Marcas, que acabou por causa dos custos. Temos uma crise, mas precisamos ter criatividade. Pedi ao Comitê Técnico Desportivo Nacional (CTDN) para elaborar um regulamento barato, dentro da realidade brasileira. As federações farão campeonatos regionais, e no final do ano, em um final de semana, um brasileiro. Mas tem uma regra: para ele participar do Brasileiro, ele terá de participar de pelo menos 90% do regional. Essa é uma maneira de fortalecer a federação e criar um automobilismo muito forte."

Brawn GP "aterroriza" equipes da Fórmula 1

A Brawn GP é a maior surpresa da pré-temporada do Mundial de Fórmula 1 e já é apontada, até por rivais, como uma das possíveis candidatas a vitórias. No entanto, a escuderia quase não saiu do papel após a Honda não encontrar um comprador para a sua fábrica, em Brakley, no Reino Unido.

Para conseguir "existir", a Honda, que não segue mais na F1, decidiu passar o controle da fábrica de F-1 para Ross Brawn e conta no orçamento com apoio da própria montadora e de um aporte financeiro de Bernie Ecclestone, dono dos direitos da categoria. Mas a equipe sonha com um patrocinador ou a sociedade de uma grande empresa em um futuro próximo.

Com dez dias de existência, a escuderia "aterrorizou" McLaren, Ferrari e BMW ao dominar os testes em Jerez de la Frontera e Barcelona, com Rubens Barrichello e Jenson Button.

Famoso engenheiro da F1, o dirigente britânico é o responsável direto pelo BGP 001. O modelo começou a ser trabalhado ainda pela Honda no meio do ano passado, quando os japoneses decidiram abandonar o desenvolvimento do carro antigo, que não conseguia bons resultados.

Brawn, 54 anos, fez uma parceria de sucesso com o alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial de F1, na Benetton e na Ferrari.

A escuderia teve um contratempo durante a pré-temporada. Sem a Honda, Brawn teve de correr em busca de um novo motor, mas a parceria com a Mercedes-Benz funcionou bem desde os primeiros testes, no dia 6 de março, e deixou inclusive a McLaren, que corre com os motores alemães, para trás.

A Brawn GP, ainda sem patrocínio, já foi acusada por rivais, como o italiano Flavio Briatore, chefe de equipe da Renault, de estar com carro irregular para conseguir patrocinadores, mas o próprio Fernando Alonso desacredita nisso.

Outra aposta da Brawn para esse primeiro ano na categoria é a experiência. Barrichello, 37 anos, é o piloto com maior número de GPs na F1 - 271 corridas disputadas - e o parceiro Button, 29 anos, é apontado como um dos mais arrojados do grid.

Agora a expectativa é se a Brawn GP irá se manter no topo no GP da Austrália, primeira etapa do Mundial de F1, no dia 29 de março.