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domingo, 24 de julho de 2011

Hamilton pula pra ponta logo na largada e vence o GP da Alemanha!!

Sebastian Vettel disse durante a semana que correr em casa era um incentivo a mais. Afirmou que, na busca pela primeira vitória em seu país, não havia pressão. O líder do campeonato, no entanto, foi apenas um coadjuvante no emocionante GP da Alemanha deste domingo. Fora da briga pela vitória durante toda a corrida, o alemão viu Lewis Hamilton tomar o papel de protagonista e dominar o circuito de Nürburgring praticamente do início ao fim. Em dia brilhante, o piloto da McLaren levou a melhor na disputa com Fernando Alonso, da Ferrari, e Mark Webber, da RBR, e conquistou sua segunda vitória na temporada, dando uma nova feição ao Mundial de Pilotos.


Alonso, que chegou a liderar em alguns momentos da corrida, levou a Ferrari mais uma vez ao pódio, em segundo lugar. Com pouco combustível para ir aos boxes no fim da corrida e com medo de ser punido por não ter o suficiente para a inspeção, o espanhol acenou e pegou carona com Webber, que perdeu a ponta logo na largada, teve de se contentar com a terceira posição, e, embora tenha se mantido perto dos dois primeiros, pouco ameaçou. Por conta do passeio pelo circuito, os dois devem receber uma advertência.


O melhor duelo, no entanto, foi pelo quarto lugar. Apesar da pressão de Vettel, Felipe Massa se defendia como dava e segurava os 12 pontos para a classificação. Na última volta, porém, em sua terceira ida aos boxes, a Ferrari demorou, e o alemão tomou a posição, cruzando a linha de chegada em quarto, fora do pódio pela primeira vez desde o GP da Coreia, no ano passado. Já o brasileiro terminou em quinto, à frente de Adrian Sutil, da Force India, e Michael Schumacher, da Mercedes.



- Foi uma corrida muito difícil. O mais difícil foi a largada. Eu larguei muito bem, mas acabei tomando uma espremida na primeira curva. Depois, lógico, a corrida foi muito boa. Pena pelo que aconteceu no final - disse Massa, em entrevista à TV Globo após o GP.
Das principais equipes, Jenson Button foi quem levou a pior. O piloto da McLaren precisou abandonar a prova na 36ª volta, por problemas hidráulicos. Rubens Barrichello, da Williams, também não completou a corrida, devido a um vazamento de óleo de seu motor.
- Eu queria continuar, mas os engenheiros disseram que o motor ia quebrar. Eu ainda me mantive na pista mesmo com eles mandando eu sair, mas não deu. Não tinha o que fazer, tive que parar - disse o brasileiro.
Com o resultado, Sebastian Vettel se mantém na liderança do campeonato, com 216 pontos. Seu companheiro de equipe, Mark Webber, vem em segundo, com 139. O australiano, no entanto, é seguido de perto por Hamilton, com 134, e Alonso, com 130. Jenson Button aparece em quinto, com 109, enquanto Felipe Massa é o sexto, com 62.
Os pilotos não vão ter descanso. No próximo domingo, voltam às pistas para o GP da Hungria, em Budapeste.
Na largada, Hamilton assume a ponta
Com a chuva que caiu pela manhã em Nürburgring, a apenas alguns segundos da largada, poucas equipes haviam decidido quais pneus usar na saída. Com a pista seca, no entanto, a maioria escolheu pneus macios para a corrida.
A largada foi movimentada. Surpresa do treino classificatório de sábado, Lewis Hamilton aproveitou a saída ruim de Mark Webber e tomou a liderança antes da primeira curva. Fernando Alonso também forçou passagem e ficou com a terceira posição, que era de Sebastian Vettel. Felipe Massa tentou ganhar posições por fora, mas foi prejudicado por uma freada do alemão e acabou sendo superado por Nico Rosberg, da Mercedes.
Lá atrás, Schumacher ganhou duas posições e pulou de décimo para oitavo. Rubens Barrichello se aproveitou de um toque de Paul di Resta em Nick Heidfeld na curva três para ganhar três posições e ficar em 11º.
Logo na segunda volta, Alonso errou na freada, escapou e voltou a perder a terceira posição para Vettel. Não por muito tempo. Na nona volta, foi a vez do líder do campeonato perder o controle da freada na grama e ser superado pelo espanhol. Naquele momento, dos boxes, Felipe Massa recebia a ordem de partir para cima de Rosberg: “Você tem de ultrapassá-lo agora”. O brasileiro, no entanto, só conseguiu superar o piloto da Mercedes na 12ª volta, depois de forçar a barra e chegar a tocar no rival.
Hamilton erra, é ultrapassado, mas retoma a ponta
Nick Heidfeld foi o primeiro a deixar a corrida. Depois de tentar a ultrapassagem por fora, o alemão não achou espaço, tocou no carro de Sebastien Buemi e saiu do chão. Na briga pela dianteira, Hamilton errou na freada na chicane e viu Webber retomar a liderança. Não por muito tempo. O inglês ditou o ritmo e passou pela direita, assumindo novamente a ponta.
O primeiro a ir para os boxes foi Mark Webber. Com o bom trabalho da RBR, o australiano voltou em sexto, em boas condições de brigar pela ponta. Felipe Massa chegou a liderar antes de fazer sua parada, a mais rápida do pelotão da frente. No retorno à pista, o brasileiro conseguiu se posicionar à frente de Vettel, apesar da pressão do alemão.
Na 18ª volta, Barrichello, com um vazamento de óleo no motor de sua Williams, precisou abandonar a prova, após ordens da equipe. Pouco depois, Schumacher repetiu Vettel, derrapou na grama e rodou. O alemão, no entanto, conseguiu se recuperar e voltou à corrida.
Na frente, Webber seguia na liderança, à frente de Hamilton e Alonso. Massa, em quarto lugar, aparecia distante do trio, enquanto Vettel lidava com problemas de aquecimento no pneu e defeito no freio e não conseguia acompanhar o ritmo.
Alonso assume a liderança, mas Hamilton recupera a ponta
Na metade da prova, Mark Webber foi pela segunda vez aos boxes. A RBR demorou um pouco mais, e o australiano acabou perdendo a liderança para Hamilton, que também fez sua segunda parada. Em duelo sensacional, Alonso chegou a assumir a ponta depois de voltar dos boxes, mas, com os pneus frios, não resistiu à pressão do inglês e foi ultrapassado.
Na 36ª volta, Jenson Button, que acabara de ultrapassar Rosberg na briga pela sexta posição, abandonou a corrida por problemas hidráulicos em sua McLaren. Em quinto, Vettel fez sua segunda parada, antes de Massa, que permaneceu na pista. A mais de 16s do trio da dianteira, o brasileiro apenas torcia por um erro dos rivais.
Na segunda parada, no entanto, a Ferrari demorou, e Vettel tirou a diferença para Massa. O líder do campeonato, então, passou a pressionar o brasileiro, que, mesmo com os pneus frios, conseguiu segurar a quarta posição. Dos boxes, os engenheiros da McLaren pediam para Hamilton tentar manter os pneus médios até o limite, já que, com eles, o inglês conseguia ter um ritmo melhor que os rivais, com compostos duros.
A 15 voltas do fim, Massa travou a roda traseira na freada e chegou a sair da pista. Apesar da pressão de Vettel, no entanto, o brasileiro conseguiu se manter à frente do alemão. A briga pela ponta ganhou mais emoção a oito voltas do término. Hamilton seguiu para os boxes e foi o primeiro a usar pneus duros.
Alonso, então, retomou a ponta e a corrida ficou aberta. O espanhol conseguiu segurar até a 54ª volta e também foi para os boxes. No retorno, no entanto, Hamilton foi mais rápido e conseguiu recuperar a liderança. Para não sair mais.
Na última volta, porém, um novo toque de emoção. Na briga pelo quarto lugar, Felipe Massa e Sebastian Vettel deixaram a troca obrigatória por pneus duros para o último momento. Os dois foram juntos para os boxes, mas o alemão levou a melhor. Mais lenta, a Ferrari acabou prejudicando o brasileiro, que viu o líder do Mundial vencer a briga na reta final e cruzar a linha de chegada em quarto.
Confira a classificação final do GP da Alemanha
1 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 60 voltas em 1h37m30s334
2 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - a 3s980
3 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - a 9s788
4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - a 47s921
5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 52s252
6 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - a 1m26s208
7 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1 volta
8 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 1 volta
9 - Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
10 - Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) - a 1 volta
11 - Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) - a 1 volta
12 - Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) - a 1 volta
13 - Paul Di Resta (ESC/Force India-Mercedes) - a 1 volta
14 - Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) - a 1 volta
15 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - a 1 volta
16 - Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) - a 2 voltas
17 - Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) - a 3 voltas
18 - Jerome D'Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) - a 3 voltas
19 - Daniel Ricciardo (AUS/Hispania-Cosworth) - a 3 voltas
20 - Karun Chandhok (IND/Lotus-Renault) - a 4 voltas
Não completaram:
Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) - a 23 voltas/mecânico
Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) - a 25 voltas/hidráulico
Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) - 44 voltas/motor
Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) - a 51 voltas/acidente

segunda-feira, 18 de julho de 2011

NASCAR Nationwide Series: Kyle Busch faz história em New Hampshire

Kyle Busch (Toyota) venceu no sábado (16/07), a New England 200, no New Hampshire Motor Speedway, 19ª etapa da NASCAR Nationwide Series. Foi a 49ª vitória de Busch na categoria e 100ª em um prova das três principais series da NASCAR. Kevin Harvick (Chevrolet) e Kasey Kahne (Chevrolet) fecharam os três primeiros. 


Busch assumiu a ponta, pela primeira e definitiva vez, ao passar Ricky Stenhouse Jr.  (Ford) na 173ª volta.  Faltando quatro voltas para as 200 programadas, a oitava bandeira amarela foi acionada, depois de um enrosco entre Andrew Ranger (Ford), Aric Almirola (Chevrolet), Joey Logano (Toyota), Mike Wallace (Chevrolet), Steve Wallace (Toyota) e Brian Scott (Toyota), levando a prova para o tempo extra.

Na 205ª volta a bandeira verde foi acionada, para mais duas voltas. Busch escolheu a linha de dentro, superando Harvick entre as curvas 1 e 2, para receber a bandeirada com 0s304 de vantagem, e vencer pela sexta vez no ano.

Busch empatou em vitórias na categoria, 49, com Mark Martin. Somando as vitórias na Truck Series, 29 e Sprint Cup, 22, o piloto de 26 anos conquistou a sua 100ª vitória em um prova das três principais series da NASCAR.

Stenhouse Jr.  foi o 4º, seguido por Almirola  e Kenny Wallace  (Toyota).

Líder do campeonato Elliot Sadler (Chevrolet) foi o 12º, três posições a frente do vice-líder, Reed Sorenson (Chevrolet). Sadler soma 673 pontos, sete a mais do que Sorenson.

A próxima etapa acontece no Nashville Superspeedway, no dia 23 de julho. 
Final:

1 Kyle Busch Toyota 206   
2 Kevin Harvick Chevrolet 206   
3 Kasey Kahne Chevrolet 206   
4 Ricky Stenhouse Jr. Ford 206   
5 Aric Almirola Chevrolet 206   
6 Kenny Wallace Toyota 206   
7 Michael Annett Toyota 206   
8 Brad Keselowski Dodge 206   
9 Steve Wallace Toyota 206   
10 Justin Allgaier Chevrolet 206

Fonte: Speed Rancing    

domingo, 17 de julho de 2011

Prestes a fazer 250ª prova na MotoGP, Rossi admite mau momento.


O italiano Valentino Rossi vai se tornar apenas o sexto piloto na história a competir em 250 corridas na MotoGP neste domingo, quando entrar na pista para a etapa da Alemanha. Coincidentemente, foi também em Sachsenring que o heptacampeão mundial fez seu retorno às provas no ano passado, após quebrar a perna nos treinos em Mugello e ter sua sequência-recorde de 230 corridas consecutivas interrompida.
Rossi lembrou com carinho do retorno às pistas no ano passado, mas não pareceu muito confiante no fim de outra sequência, essa bem mais incômoda - a de 11 corridas sem vitórias, maior espaço de tempo entre triunfos em sua carreira.
- No ano passado, foi muito emocional retornar e pilotar depois da batida, e eu tenho memórias muito boas porque fui rápido e tive uma grande batalha. Temos de tentar fazer o mesmo neste ano. Não é um bom momento para nós, temos de trabalhar para nos aproximarmos dos caras do topo. Sachsenring é muito estranha, bastante complicada, mas eu gosto, tive boas corridas aqui no passado - disse o italiano.
Desde a etapa da Holanda, Rossi vem usando o chassi de 2012 da Ducati com o motor atual de 800cc e um novo sistema de transmissão de câmbio, mas não melhorou muito seus resultados na pista, ficando em quarto em Assen e sexto em Mugello. Seu único pódio no ano foi no GP da França, em 15 de maio, quando terminou em terceiro lugar. O italiano culpou as mudanças climáticas pela pouca evolução nos resultados.
- Infelizmente, nas últimas duas corridas tivemos de lutar com o tempo, especialmente em Assen, mas também em Mugello, onde nós não conseguimos trabalhar o bastante na moto por causa das condições adversas. Parece que nós consertamos alguns problemas, mas nós temos outros, então estamos no caminho. Precisamos tentar consertar todos eles para melhorarmos nossa performance - afirmou Rossi.
Fonte: Sportv

Após acidentes, CBA cria normas de atendimento médico nos autódromos


Após o acidente fatal de Gustavo Sondermann, em abril, e o grave incêndio no carro de Tuka Rocha, há duas semanas, ambas em provas da Stock Car, a Comissão Médica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) criou uma série de normas para o atendimento médico nos autódromos brasileiros. O documento, idealizado por Dino Altmann, presidente da comissão e membro da Comissão Médica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) desde 1990, será encaminhado para aprovação no dia 15 de julho e posterior implementação.
O objetivo do trabalho, elaborado em quatro meses, é criar um padrão de eficiência no atendimento, para que pilotos e equipes tenham mais tranquilidade em suas corridas. Uma das determinações do protocolo é a manutenção obrigatória de equipes médicas de plantão permanente e treinadas para cada categoria em todos os autódromos onde ocorrem provas organizadas pela CBA. Além disso, equipamentos para atendimentos emergenciais serão mandatórios.
A Comissão Médica da CBA, integrada pelos médicos Marcelo Ribeiro, Dorival de Carlucci, Fernando Novo, Pedro Rozolen Júnior e Cláudio Birolini, começará o treinamento dos diretores médicos de cada circuito em setembro através de seminários. Segundo Dino Altmann, a elaboração do protocolo considerou as demandas específicas dos autódromos, assim como a realidade financeira do esporte. A implementação total tem prazo previsto de 22 meses.
- Nossa proposta é criar um protocolo de funcionamento adequado à nossa realidade, o que significa ter equipes permanentes em cada circuito e realizar investimentos necessários para oferecer equipamentos de qualidade e treinamento adequado para prestar um serviço de excelência médica, à altura da importância das competições - disse Altmann.

Schumacher e Rosberg: momentos marcantes no GP da Alemanha


O GP da Alemanha reserva novidades para os pilotos da casa, Michael Schumacher e Nico Rosberg, daqui há nove dias. Antes e durante a corrida em Nürburgring, a dupla da Mercedes terá dois momentos emocionantes. Um deles será de Schumi. O heptacampeão mundial passará pela primeira vez no trecho da pista que leva seu nome - no canto entre as voltas 8 e 9.
- Vai ser a primeira vez que corro no canto que leva o meu nome, e obviamente eu gostaria de acreditar que isso não vai me fazer apenas orgulhoso, mas também mais rápido - disse o alemão.
Já na apresentação da corrida, Nico Rosberg fará a exibição do W196, o carro em que o lendário piloto argentino Juan Manuel Fangio venceu o GP da Alemanha de 1954, pela Mercedes. Para quem ainda não sabe, a cada etapa, a Fórmula 1 mostra as máquinas históricas da categoria.
O melhor resultado de Rosberg em Nürburgring foi o quarto lugar para a Williams em 2009.

Ainda em recuperação, Robert Kubica planeja voltar à Fórmula 1 em 2012


Longe das pistas desde o grave acidente que sofreu em um rali na Itália (veja no vídeo ao lado), em fevereiro, Robert Kubica está determinado a voltar a correr na próxima temporada. Daniel Morelli, empresário do piloto, afirmou em junho que o polonês teria chances de retornar no GP do Brasil, prova que encerra a temporada 2011, em Interlagos. No entanto, Kubica, que ainda se recupera, diz não ter data marcada para voltar à Fórmula 1. Ele garante, contudo, que estará no grid de 2012. Além disso, diz não ter dúvidas sobre qual equipe ele fará parte no ano que vem
Otimista, o piloto da Lotus acredita que o acidente não afetou seu desempenho, pois, para ele, é como se o problema não tivesse acontecido.- Sim, estarei no grid no próximo ano. Eu sou um piloto da Renault-Lotus. Claro que eu estou sentindo falta de não ser capaz de correr nesta temporada, mas eu sinto que meu trabalho no time ainda não terminou. Ainda é muito cedo para ter uma visão clara para o momento do meu retorno, mas o importante é não ter pressa, e sim o resultado final - declarou Kubica.
Sobre as chances de brigar pelo título da próximatemporada, Kubica deixa mais dúvidas.- Não tenho qualquer memória do acidente, só estou ciente das consequências. Fisicamente, ainda estou um pouco fraco, mas mentalmente, não há problemas. Meu estado geral é muito bom. Meu peso já voltou ao nível normal e, nas últimas semanas, tenho sido capaz de andar sem ajuda. Estou satisfeito com a forma de como vão as coisas - completou, de acordo com informações da revista inglesa "Autosport".

- Quanto a isso, nós teremos que esperar até o primeiro teste em 2012.
O chefão da Renault-Lotus, Eric Boullier, disse essa semana que Kubica voltará ao cockpit do R31, o carro da escuderia, assim que estiver pronto - nesta temporada ou na próxima. Com isso, Nick Heidfeld, substituto do polonês em 2011, teria de deixar a posição de titular na equipe, ao lado de Vitaly Petrov.
- A situação é muito clara. Temos um acordo com Robert, e Nick está ciente de que, se Robert estiver recuperado e puder voltar, ele vai voltar. Fim da história. Robert está melhorando muito rápido - disse Boullier.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Conselho Mundial deve votar mudança nos pontos da Fórmula 1

O site da revista "Autosport" revelou que o Conselho Mundial deve, sim, votar nesta terça-feira a proposta feita pela Fota (Associação de Equipes da F-1) para mudar o sistema de pontuação da categoria.

Na semana passada, Richard Woods, porta-voz da FIA, afirmou que o projeto ainda não havia sido enviado para a entidade.

A intenção de mudança foi anunciada pela Fota no começo do mês, quando os membros se reuniram em Genebra para discutir esse e outros pontos que deveriam ser votados pelo Conselho.

O objetivo do projeto é aumentar a diferença de pontos entre os oito primeiros colocados. Pelo novo sistema, o primeiro receberia 12 pontos, o segundo, nove, o terceiro, sete e do quarto ao quinto seguiria a ordem de 5-4-3-2-1.

Deste modo, a diferença entre o primeiro e o segundo seria de três pontos _não de dois, como o atual sistema_ e entre o terceiro e o quarto, de dois _atualmente apenas um ponto os separa.

Outras propostas da Fota também devem ser votadas na quarta. Dentre elas, a de maior destaque _e que, como os pontos, também seria implementada já neste temporada_ é o corte radical de custos, que inclui restrição no uso do túnel de vento e do CFD (Estudo Aerodinâmico em Computador) e limitação de giros do motor para 18 mil rotações por minuto.

Dani Pedrosa ainda é dúvida para a abertura do Mundial de Moto GP

Daniel Pedrosa se recupera bem da cirurgia que sofreu em decorrência de uma queda sofrida nos testes coletivos do Qatar. O piloto da Honda teve problemas no joelho e no pulso. Ainda não há confirmação, mas ele deve correr na abertura do Mundial - no 12 de abril.

"Sinto-me bem", falou o espanhol. "Estou progredindo em ritmo normal e encarando as coisas com muita paciência. Estou, ainda, a duas semanas de começar a dobrar meu joelho", disse.

"Gostaria de estar em forma para treinar mais, mas tenho de encontrar outro jeito para preparar-me. O objetivo é o mesmo: tentar estar na primeira corrida", falou.

A MotoGP fará testes coletivos em Jerez de la Frontera, na Espanha, no final deste mês de março. Já está certo de que Pedrosa não trabalhará no desenvolvimento da Honda. A prova de abertura da temporada 2009 será no dia 12 de abril - no Qatar.

Gil de Ferran pensa seriamente em retornar para a F-Indy

Gil de Ferran, atualmente dono da escuderia De Ferran Motorsports na American Le Mans Series (ALMS), pretende no futuro expandir suas operações para a Fórmula Indy. O piloto/empresário confirmou isso para a revista especializada Autosport.

"Estamos analisando", disse Gil. "Faria todo sentido, porque tendo dois programas nós teríamos uma economia em escala. E isso nos faria crescer como equipe em vários aspectos", falou.

"Pensamos seriamente nisso. Mas só faremos se realmente fizer sentido para nós e conseguirmos uma equipe forte", continuou.

Vencedor das 500 Milhas de Indianápolis em 2003, Gil de Ferran não descarta competir nessa prova especificamente mais uma vez. Porém não gostaria de voltar a correr em monopostos. "Não busco ser novamente um piloto da Indy", garantiu.

Na próxima semana, a Gil de Ferran estreia em sua segunda temporada nas ALMS com a disputa das 12 Horas de Sebring. Gil correrá com um modelo Acura, na classe LMP1, ao lado do francês Simon Pagenaud e do neozelandês Scott Dixon.

Formula Truck Ford testa 'garotos' no circuito de Guaporé

A equipe da DF Motorsport, na última segunda-feira, dia 9, testou os pilotos Yuri Alves e Cláudio Roda que aceleraram os caminhões Ford no circuito gaúcho de Guaporé -- local da primeira corrida da temporada 2009 da Fórmula Truck no domingo (8).

Foram testes para o aperfeiçoamento do equipamento e também de adaptação dos novatos a categoria. "Os meninos andaram bastante, o teste foi muito proveitoso para eles, viraram tempos muito próximos um do outro", declara o chefão Djalma Fogaça.


"Mas, por enquanto, nem estamos dando ênfase aos tempos e sim deles terem um contato com o truck, descobrirem suas reações e limitações", disse Fogaça. "O Adalberto Jardim também testou no meu caminhão e ficou bastante satisfeito com o que temos em mãos atualmente".

"Mas o que me deixa realmente feliz é ver estes dois jovens, tanto o Cláudio como o Yuri se dedicando e mostrando todo o seu potencial, tenho muita esperança neles", encerra Fogaça. A próxima etapa da temporada acontece no dia 26 de abril no autódromo de Eusébio, na Grande Fortaleza, no Ceará.

Novo presidente da CBA dará incentivo à formação de novos pilotos no Brasil

Aos 51 anos, Cleyton Pinteiro assume cargo com o desafio de fomentar categorias de base de monopostos e o kart regional

Um novo futuro para o automobilismo brasileiro. Esta é a promessa de Cleyton Pinteiro, de 51 anos, novo presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que tomou posse nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O dirigente prometeu especial atenção para as categorias de base do esporte, principalmente ao kart e categorias de monopostos.

O dirigente recebeu o GLOBOESPORTE.COM para um papo na sede da CBA, localizada no bairro da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. Com uma diretoria formada por pessoas ligadas ao automobilismo, como Ingo Hoffmann, Paulo Gomes, Felipe Giaffone e Binho Carcasci, Pinteiro quer preencher a lacuna entre o kart e a Fórmula 3 no desenvolvimento de pilotos no Brasil. Confira abaixo os melhores momentos da entrevista com o novo presidente da CBA.

História no automobilismo:

"Milito no automobilismo há aproximadamente 35 anos. Iniciei empurrando o kart do meu irmão. Achei aquilo bonito e passei a ser piloto. Sempre pensava no pessoal que montava a estrutura para correr e, no dia em que parasse, iria para o outro lado do muro. Fui piloto, dirigente de clube, presidente de federação, diretor da CBA, vice-presidente da CBA. O automobilismo está no meu sangue, adoro isso e queria dar a minha contribuição nesses quatro anos na presidência da confederação."

Incentivo ao kart:

"O kart é a grande escola. Ele cresceu em nível nacional, mas desapareceu no regional. Quero fazer um trabalho junto às federações para revitalizá-lo, tornando-o mais barato. Hoje ele é caríssimo. Já entrei em contato com os fabricantes para que toda benesse fosse feita para o piloto. O kart brasileiro maior é em São Paulo, todo piloto sonhava em correr lá, e hoje o kartismo regional no estado está acabado. Essas palavras não são minhas, são do presidente da Federação Paulista, que me pediu ajuda. Tenho uma meta que é salvar o kart, e depois as demais categorias de base."

Categorias de base nos monopostos:

"Hoje o piloto sai do kart e se não for para o turismo, acabou. Se ele for rico, vai para a Inglaterra, senão, é fim de carreira. Estamos pensando no pós-kart. Estamos com um projeto muito bom, que é o campeonato entre universidades. A CBA tem 20 carros parados e vamos fazer um contrato com as entidades, com os cursos de mecânica. Daremos um regulamento técnico, os engenheiros mecânicos vão preparar os carros e cada universidade vai adotar um piloto, com no máximo 16 anos e oriundo do kart. Já é um princípio. Uma grande montadora deverá lançar um campeonato de monopostos. Não posso revelar ainda porque é um problema interno, mas o automobilismo brasileiro vai ser premiado com um campeonato em breve."

Papel da CBA na organização dos campeonatos:

"A CBA não é promotora, e sim supervisora da parte técnica-desportiva do automobilismo nacional. Mas faremos o que for necessário, ir a alguma montadora. O monoposto tem de ser ressucitado e a CBA tem a obrigação de brigar por isso. Ela vai procurar quem promove o evento para incentivar, diminuindo taxas. Alguma coisa precisa ser feita. Temos hoje bons pilotos na Fórmula 1, mas não sei se eles têm substitutos."

Mais estados filiados:

"Gostaria muito que ao final do meu mandato todos os estados brasileiros estivessem representados na CBA. Adianto que as federações do Espírito Santo e Sergipe estão pedindo filiação, a de Alagoas também. Acredito que todas elas estarão representadas de forma efetiva, fazendo o automobilismo dentro da realidade local. Não vou querer que um estado pobre faça o mesmo de São Paulo, mas faça um esporte local forte, com novos talentos."

Autódromos no Brasil:

"Na semana que vem estarei em Campo Grande e tenho a promessa de que o circuito será recapeado. No Nordeste, há um compromisso para que a pista de Caruaru fique em condições. Mas para que isso aconteça eu preciso oferecer alguma coisa. Quero que os campeonatos brasileiros sejam realmente brasileiros e não apenas no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Não posso exigir que o cara faça um autódromo e não leve corrida para lá. Falarei com o governo de Goiás porque eles têm um belo autódromo lá e ele está abandonado. A CBA vai procurar quem é o dono para rever isso."

Volta do Brasileiro de Marcas:

"Uma outra novidade é o Campeonato Brasileiro de Marcas, que acabou por causa dos custos. Temos uma crise, mas precisamos ter criatividade. Pedi ao Comitê Técnico Desportivo Nacional (CTDN) para elaborar um regulamento barato, dentro da realidade brasileira. As federações farão campeonatos regionais, e no final do ano, em um final de semana, um brasileiro. Mas tem uma regra: para ele participar do Brasileiro, ele terá de participar de pelo menos 90% do regional. Essa é uma maneira de fortalecer a federação e criar um automobilismo muito forte."

Brawn GP "aterroriza" equipes da Fórmula 1

A Brawn GP é a maior surpresa da pré-temporada do Mundial de Fórmula 1 e já é apontada, até por rivais, como uma das possíveis candidatas a vitórias. No entanto, a escuderia quase não saiu do papel após a Honda não encontrar um comprador para a sua fábrica, em Brakley, no Reino Unido.

Para conseguir "existir", a Honda, que não segue mais na F1, decidiu passar o controle da fábrica de F-1 para Ross Brawn e conta no orçamento com apoio da própria montadora e de um aporte financeiro de Bernie Ecclestone, dono dos direitos da categoria. Mas a equipe sonha com um patrocinador ou a sociedade de uma grande empresa em um futuro próximo.

Com dez dias de existência, a escuderia "aterrorizou" McLaren, Ferrari e BMW ao dominar os testes em Jerez de la Frontera e Barcelona, com Rubens Barrichello e Jenson Button.

Famoso engenheiro da F1, o dirigente britânico é o responsável direto pelo BGP 001. O modelo começou a ser trabalhado ainda pela Honda no meio do ano passado, quando os japoneses decidiram abandonar o desenvolvimento do carro antigo, que não conseguia bons resultados.

Brawn, 54 anos, fez uma parceria de sucesso com o alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial de F1, na Benetton e na Ferrari.

A escuderia teve um contratempo durante a pré-temporada. Sem a Honda, Brawn teve de correr em busca de um novo motor, mas a parceria com a Mercedes-Benz funcionou bem desde os primeiros testes, no dia 6 de março, e deixou inclusive a McLaren, que corre com os motores alemães, para trás.

A Brawn GP, ainda sem patrocínio, já foi acusada por rivais, como o italiano Flavio Briatore, chefe de equipe da Renault, de estar com carro irregular para conseguir patrocinadores, mas o próprio Fernando Alonso desacredita nisso.

Outra aposta da Brawn para esse primeiro ano na categoria é a experiência. Barrichello, 37 anos, é o piloto com maior número de GPs na F1 - 271 corridas disputadas - e o parceiro Button, 29 anos, é apontado como um dos mais arrojados do grid.

Agora a expectativa é se a Brawn GP irá se manter no topo no GP da Austrália, primeira etapa do Mundial de F1, no dia 29 de março.

Ross Brawn garante que desempenho da equipe é real

O ótimo desempenho da Brawn na pré-temporada gerou suspeitas sobre um eventual blefe da equipe para obter patrocinadores. Resumindo: o time estaria testando com um carro abaixo dos 605 kg regulamentares para fazer tempos mais competitivos do que a realidade do modelo BGP 001. Chefe da nova escuderia, Ross Brawn descartou que o ritmo do carro nos treinos seja falso.

- Estou procurando parceiros para longo prazo, não eventuais patrocinadores que desejem comprar um espaço mais barato no carro por causa de bons tempos nos testes - declarou o chefe de Rubens Barrichello e Jenson Button.


Ferrari levanta dúvidas sobre carro da Brawn GP

O desempenho surpreendente da Brawn GP em seus primeiros dias de vida despertou desconfiança até da Ferrari, atual campeã do Mundial de Construtores de Fórmula 1.

Segundo a escuderia italiana, o difusor do carro da equipe do brasileiro Rubens Barrichello merece ser investigado. Antes, o diretor esportivo da Renault, Flavio Briatore também levantou suspeitas sobre a Brawn GP.

"A FIA tem que dissipar qualquer dúvida. Vamos esperar que eles façam isso rápida e claramente", disse o chefe de equipe da Ferrari, Stefano Domenicalli.

Nesta segunda-feira, a Brawn GP voltou a fazer o melhor tempo da sessão matutina em Jerez de la Frontera com Rubens Bariichello.

Pelo que parece a nova equipe chegou e já está incomodando o ego das grandes equipes!

domingo, 15 de março de 2009

Conselheiro geral da Penske afirma que condenação de Hélio Castroneves seria ‘terrível’

Lawrence Bluth diz que a categoria perderia seu ‘piloto mais popular’. Segunda semana do julgamento por sonegação fiscal chega ao fim

“Terrível”. Foi esta a palavra encontrada por Lawrence Bluth, conselheiro geral da Penske, para descrever o efeito de uma possível condenação de Hélio Castroneves para a equipe e para a Fórmula Indy. Arrolado como testemunha pelos advogados de acusação, Bluth participou do julgamento do brasileiro nesta sexta-feira, em Miami.

- Seria terrível perder um dos maiores pilotos do mundo, e provavelmente o mais popular – afirmou Bluth, referindo-se à Penske, que já contratou um substituto temporário para a equipe, o australiano Will Power.

O advogado Matt Axelrod, então, perguntou se a condenação de Castroneves seria ruim para a categoria.

- Não seria uma coisa boa – limitou-se a responder o dirigente.

Aos 33 anos, Helinho é acusado de sonegação de impostos ao lado de sua irmã e empresária, Katucia Castroneves, e do advogado Alan Miller. O montante sonegado passaria de US$ 5,5 milhões. Em caso de condenação, cada um deles pode pegar mais de seis anos de cadeia. A segunda semana do julgamento chegou ao fim nesta sexta-feira.

A defesa do brasileiro alega que ele estava concentrado nas corridas e deixou a parte financeira a cargo de advogados como Miller.

FOTOS: Bruno Senna faz o primeiro teste para as 24 Horas de Le Mans


Bruno Senna andou bem no primeiro teste com um protótipo das 24 Horas de Le Mans


O brasileiro ficou a apenas um segundo do tempo dos titulares da equipe Oreca nos testes em Paul Ricard

Barrichello lidera teste em Jerez; Alonso bate

Muda-se o circuito, mas o desempenho da Brawn GP continua insuperável. Grande destaque dos testes coletivos da Fórmula 1 em Barcelona, durante a última semana, a equipe britânica brilhou na abertura dos treinos de Jerez de la Frontera, neste domingo, com o brasileiro Rubens Barrichello marcando o melhor tempo (1min19s808), quase dois segundos à frente do segundo colocado, Nico Hülkenberg, da Williams. Outro fato marcante da manhã foi uma forte batida de Fernando Alonso, que saiu ileso.

Enquanto os trabalhos de Barcelona contaram pela primeira vez com todas as dez equipes que iniciarão a temporada 2009, os de Jerez estão envolvendo apenas quatro delas: Brawn GP, McLaren, Williams e Renault.

E quem continua levando a melhor é o time sediado em Brackley, que contou com um grande tempo de Barrichello na mais rápida das 69 voltas completadas nesta sexta. Com 1min19s808, o veterano superou por 1s6 Hülkenberg, piloto de testes da Williams.

Curiosamente, o alemão foi o único piloto fora o brasileiro que tentou uma volta rápida. Isso aconteceu porque Alonso perdeu o controle de sua Renault na veloz curva 8 do circuito logo nos seus primeiros giros. Apesar de ter causado muito atraso nas atividades dos franceses, já que o aerofólio dianteiro do carro ficou destruído, a batida do espanhol não passou de um grande susto.

Já o outro competidor que tem participação programada nos testes da Espanha, Lewis Hamilton, nem sequer saiu dos boxes. Até as 13h (horário local), o piloto inglês ainda não havia completado voltas a bordo da McLaren, que espera desta vez deixar a lanterna que ocupou durante quase todos os preparativos em Barcelona.

Confira os tempos desta manhã

1. Rubens Barrichello (BRA/Brawn GP) - 1min19s808 (69 voltas)
2. Nico Hülkenberg (ALE/Williams) - 1min21s414 (42)
3. Fernando Alonso (ESP/Renault) - sem tempo
4. Lewis Hamilton (ING/McLaren) - sem tempo

sexta-feira, 13 de março de 2009

MotoGP: Equipe Honda fará apresentação de modelo 2009

A equipe Honda que conta com os pilotos Daniel Pedrosa e Andrea Dovizioso para a temporada 2009 da MotoGP apresentará o modelo 2009 amanhã na cidade de Madrid.

O espanhol não deverá comparecer ao evento já que se recupera de uma queda nos testes realizados no Qatar. O piloto chegou a demonstrar interesse em participar do evento, mas não foi liderado pelos médicos.

Espera-se que o time faça uma coletiva de imprensa para apresentar as novas mudanças para a moto nesta temporada. Como Pedrosa não estará o foco deve ficar com o italiano Dovizioso que faz sua estreia no time este ano.

Resultados meteóricos da Brawn GP assustam

Em apenas uma semana na pista, a nova Brawn GP ligou o sinal de alerta nas favoritas Ferrari, McLaren, BMW e Renault nesta temporada da Fórmula 1. Com resultados meteóricos, deixando os rivais para trás, a equipe que substituiu a Honda na categoria gerou diversos questionamentos nos altos escalões das poderosas escuderias.

Com uma interrogação na cabeça, chefões como Flavio Briatore já declararam que os tempos surpreendentes não passam de blefe do experiente Ross Brawn e seu time.

"Se você não tem patrocinadores no seu carro (a Brawn é a única das dez equipes que não tem anunciantes ainda), você vem para cá e faz grandes tempos de volta. Do contrário, você foca na preparação da sua máquina".

Brawn rebate as críticas. "Se todos soubessem o quanto de combustível tínhamos, ficariam surpresos. Até mesmo nossa parceira Mercedes não acreditou quando dissemos a eles", disse.

O certo é que a nova equipe liderou os testes realizados em Barcelona na quarta e quinta-feira, com Jenson Button e o brasileiro Rubens Barrichello, respectivamente.

Antes disso, Button já havia surpreendido ao marcar o melhor tempo no primeiro teste da escuderia e se mantido em quarto no primeiro dia, apenas atrás de BMW, Ferrari e Toyota.

Se a Honda ano passado não chegou nem perto do topo, esse ano Button e Barrichello dão sinais de que podem ir à desforra e chocar o mundo do automobilismo a partir do dia 29, em Melbourne, na Austrália.

"Ver um carro competitivo novamente, me entuasiasma realmente. Me sinto renovado de energia. Depois de duas ou três temporadas ruins, volto a ter um pensamento positivo. Voltei para ganhar", afirmou Barrichello, mostrando que a Brawn GP não está para brincadeira.

Após testes, McLaren admite não ter condições de vencer!

A McLaren é a maior decepção dos testes realizados na pré-temporada da Fórmula 1. Mesmo com o atual campeão do mundo no volante, o time britânico não conseguiu sair dos últimos lugares nos treinamentos. A poucos dias da primeira prova, os principais dirigentes da escuderia admitem que o desempenho está abaixo do esperado.

"Fundamentalmente, o carro é bom, foi o que nos disseram os nossos pilotos. Mas atualmente não estamos velozes e nem competitivos para brigar por vitórias. Não atingimos o nível que desejávamos para essa fase", reconheceu Norbert Haug, diretor esportivo da Mercedes, fornecedora de motores da equipe.

Nos testes realizados em Jerez de la Frontera na última quarta-feira, Lewis Hamilton foi o mais lento. No dia seguinte, ele ficou com o oitavo melhor tempo entre os 11 pilotos que testaram.

"Estamos trabalhando duro para resolver os problemas. Vamos continuar com o nosso programa de testes na próxima semana por outros quatro dias. Precisaremos de um pouco de tempo para sermos competitivos", acrescentou o diretor esportivo da McLaren.

Substituto de Ron Dennis no comando da equipe, Martin Whitmarsh também admite que o time deve demorar para conseguir resultados expressivos. No entanto, ele mantém o otimismo.

"Nosso motor Mercedes Benz é forte e vimos isso no ano passado. Várias vezes na história da Fórmula 1 houve equipes que não começaram como esperavam", disse o dirigente.

O novo chefe da McLaren aposta na capacidade de sua equipe técnica para fazer os ajustes necessários no MP4-24. "Estamos trabalhando para resolver os problemas que temos. Os nossos engenheiros colocarão o carro em condições de brigar pelas primeiras colocações", declarou.